Alguns sermões foram revisados e pregados em lugares diferentes e anos posteriores, mas ambas as versões estão aqui arquivadas, porque isto acontece com muita frequência, por exemplo, com um pastor que prega em 3, 5 ou 7 congregações e neles prega sempre o sermão do final de semana, que por obvio, na entrega verbal, tende a diferir em detalhes. A menos que o pregador seja extremamente rígido e preso ao papel e sua escrita e somente leia o sermão.
No que tange às Trienais, é bom considerar que em 2009 a IELB alterou vários textos, por isso textos que fazem referência a um determinado domingo, podem não corresponder às Trienais atuais.
Pastor e Teólogo Luterano
I. Introdução • A importância da Quinta-Feira Santa. • Nesse dia foi instituída, por Cristo, a Santa Ceia. A maioria das igrejas hoje em dia não tem mais a Santa Ceia conforme está na Bíblia. • Jesus a instituiu no meio da Ceia Pascal, que tinha diversos alimentos, e era um jeito de lembrar como Deus tinha libertado o povo da Antiga Aliança, da escravidão. Enquanto isso, celebravam a Ceia anualmente esperando o Messias. • Memória do sacrifício de Cristo: Celebra a Santa Ceia nos traz à memória o que Jesus fez por nós, ao morrer e dar sua vida como pagamento pelos nossos pecados. • Comunhão dos Santos: Na Santa Ceia temos comunhão com Jesus Cristo, pois comemos de seu corpo e bebemos de seu sangue. Também temos comunhão com todos os que morreram cristãos e já estão no céu com Deus. • Unidade da Igreja: Celebrar a Santa Ceia demonstra a comunhão ou união da Igreja. Como mencionado em 1Co 10.17, “Mesmo sendo muitos, todos comemos do mesmo pão, que é um só; e por isso somos um só corpo.”. Mesmo que tenhamos diferenças em pensamentos e objetivos de vida, em Cristo, somos um só povo, uma só igreja que tem como objetivo maior, a salvação de todos os pecadores. • Esperança da Segunda Vinda: A Santa Ceia também aponta para a segunda vinda de Cristo. Em 1Co 11.26, Paulo escreve: “De maneira que, cada vez que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.”. A Santa Ceia é um lembrete da promessa de Cristo de que Ele voltará.
Os demais textos de hoje. Êxodo 24.3-11: Moisés e os israelitas confirmam sua aliança com Deus. Moisés lê o Livro da Aliança para o povo que responde: • Essa aliança se conecta com a Nova Aliança em Cristo. • Em Êxodo 24.3-11, Moisés e os israelitas confirmam sua aliança com Deus. Nesta passagem, Moisés lê o Livro da Aliança para o povo, que responde: “Nós faremos tudo o que o Senhor ordenou.” (Êx 24.7). Em seguida, Moisés asperge o sangue dos sacrifícios sobre o povo, dizendo: “Este é o sangue que sela a aliança que o Senhor fez com vocês quando deu todos esses mandamentos.” (Êx 24.8). • Com sangue: a aliança é selada com sangue, mostrando a seriedade do compromisso que estavam assumindo. E ela aponta para o Sangue de Cristo que nos purifica de maneira definitiva. • A Nova Aliança em Cristo, que é celebrada na Santa Ceia, é o cumprimento da antiga aliança. Em Lc 22.20, durante a Última Ceia, Jesus diz: “Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês.”. Assim como o sangue dos sacrifícios selou a aliança no Êxodo, o sangue de Cristo sela a Nova Aliança. • Santa Ceia não é apenas uma refeição, mas um ato de celebração da Nova Aliança em Cristo, que cumpre e supera a antiga aliança. Ela nos lembra do amor sacrificial de Cristo e de sua promessa de redenção e reconciliação com Deus. É um momento de comunhão com Deus e uns com os outros, um lembrete de nossa identidade como povo de Deus e um podemos vivenciar um pedacinho do céu aqui na terra.
A Última Ceia, descrita por Marcos é um momento de comunhão íntima entre Jesus e seus discípulos. É também um momento de tristeza, pois Jesus está se preparando para sua morte. Mas é também um momento de esperança, pois por sua morte e ressurreição, Jesus estabeleceu uma nova aliança entre Deus e a humanidade. A Santa Ceia, portanto, é uma celebração dessa nova aliança e um lembrete do amor sacrificial de Jesus.
O Salmo que é uma ação de graça, quer nos lembrar que a Santa Ceia também é um momento de dar graças a Deus por tão grande bênção. Ele não apenas nos deixou algo com suas palavras, o que já é maravilhoso. Mas deixou algo que podemos sentir com as nossas mãos e com a boca, ao comer e beber do próprio Cristo. Cristo não é um Deus distante de nós, mas vem a nós todas as vezes que sua Palavra é estudada e todas as vezes que a Santa Ceia é celebrada. A Santa Ceia é momento de recordar a misericórdia e o amor de Deus por suas criaturas. Assim como o Salmista faz no Sl 116, ao refletir sobre a bondade de Deus.
Voltando a Coríntios (1Co 10.16-17) • Comunhão no Corpo e Sangue de Cristo (v. 16): Paulo escreve: “Pensem no cálice pelo qual damos graças a Deus na Ceia do Senhor. Será que, quando bebemos desse cálice, não estamos tomando parte no sangue de Cristo? E, quando partimos e comemos o pão, não estamos tomando parte no corpo de Cristo?” (1Co 10.16). • Nesse momento partilhamos do pão e do corpo de Cristo, e do vinho e do Sangue de Cristo. Repetindo: com todos os santos na terra e na eternidade. E a Santa Ceia nos une nesse mesmo corpo, como diz Paulo: “Mesmo sendo muitos, todos comemos do mesmo pão, que é um só; e por isso somos um só corpo.” (1Co 10.17). • Nós podemos ser muitos, mesmo dentro de uma família existem pensamentos diferentes. Desde que não seja pecado, tudo bem. Cada um pode escolher sua cor ou seu esporte preferido. E cada vez mais as pessoas escolhem esportes diferentes do futebol, por exemplo. Não tem problema ser diferente. Repetindo, desde que não seja pecado. O importante é saber que, pela fé em Jesus, somos um só corpo. Um só povo. E temos um só Salvador: Jesus Cristo, que vive, reina e voltará para levar todos os salvos com ele. Ali celebraremos a Santa Ceia perfeita juntos com o próprio Cristo. Até lá, nos cabe anunciar o Evangelho, para que mais pessoas também sejam salvas. Amém.