Pr. Jarbas Hoffimann

Próximo culto: Culto - quinta-feira, 30 de abril às 19:30

Jesus: a Santa Ceia e nós

Texto base: 1Co 10.16-17

Textos do dia: Sl 116.12-19; Êx 24.3-11; 1Co 10.16-17; Mc 14.12-26

Período: Quaresma

Tempo: Quinta-Feira Santa

Ocasião: Culto normal

Observação: Estes sermões foram escritos no decorrer de quase 30 anos, desde o Seminário, passando pelo pré-estágio, estágio e ministério pastoral, incluem sermões em espanhol. Mostram várias fases do desenvolvimento homilético do autor, bem como diversas situações da vida da igreja, seja nos cultos regulares, ou em eventos como congressos, entre outros. Muitos sermões no decorrer dos anos, não foram redigidos formalmente, tendo sido feitos diretamente da Bíblia, ou em tópicos, bem como sermões que foram escritos à mão e por isso não registrados digitalmente.

Alguns sermões foram revisados e pregados em lugares diferentes e anos posteriores, mas ambas as versões estão aqui arquivadas, porque isto acontece com muita frequência, por exemplo, com um pastor que prega em 3, 5 ou 7 congregações e neles prega sempre o sermão do final de semana, que por obvio, na entrega verbal, tende a diferir em detalhes. A menos que o pregador seja extremamente rígido e preso ao papel e sua escrita e somente leia o sermão.

No que tange às Trienais, é bom considerar que em 2009 a IELB alterou vários textos, por isso textos que fazem referência a um determinado domingo, podem não corresponder às Trienais atuais.

Rev. Jarbas Hoffimann
Pastor e Teólogo Luterano

I. Introdução • A importância da Quinta-Feira Santa. • Nesse dia foi instituída, por Cristo, a Santa Ceia. A maioria das igrejas hoje em dia não tem mais a Santa Ceia conforme está na Bíblia. • Jesus a instituiu no meio da Ceia Pascal, que tinha diversos alimentos, e era um jeito de lembrar como Deus tinha libertado o povo da Antiga Aliança, da escravidão. Enquanto isso, celebravam a Ceia anualmente esperando o Messias. • Memória do sacrifício de Cristo: Celebra a Santa Ceia nos traz à memória o que Jesus fez por nós, ao morrer e dar sua vida como pagamento pelos nossos pecados. • Comunhão dos Santos: Na Santa Ceia temos comunhão com Jesus Cristo, pois comemos de seu corpo e bebemos de seu sangue. Também temos comunhão com todos os que morreram cristãos e já estão no céu com Deus. • Unidade da Igreja: Celebrar a Santa Ceia demonstra a comunhão ou união da Igreja. Como mencionado em 1Co 10.17, “Mesmo sendo muitos, todos comemos do mesmo pão, que é um só; e por isso somos um só corpo.”. Mesmo que tenhamos diferenças em pensamentos e objetivos de vida, em Cristo, somos um só povo, uma só igreja que tem como objetivo maior, a salvação de todos os pecadores. • Esperança da Segunda Vinda: A Santa Ceia também aponta para a segunda vinda de Cristo. Em 1Co 11.26, Paulo escreve: “De maneira que, cada vez que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.”. A Santa Ceia é um lembrete da promessa de Cristo de que Ele voltará.

Os demais textos de hoje. Êxodo 24.3-11: Moisés e os israelitas confirmam sua aliança com Deus. Moisés lê o Livro da Aliança para o povo que responde: • Essa aliança se conecta com a Nova Aliança em Cristo. • Em Êxodo 24.3-11, Moisés e os israelitas confirmam sua aliança com Deus. Nesta passagem, Moisés lê o Livro da Aliança para o povo, que responde: “Nós faremos tudo o que o Senhor ordenou.” (Êx 24.7). Em seguida, Moisés asperge o sangue dos sacrifícios sobre o povo, dizendo: “Este é o sangue que sela a aliança que o Senhor fez com vocês quando deu todos esses mandamentos.” (Êx 24.8). • Com sangue: a aliança é selada com sangue, mostrando a seriedade do compromisso que estavam assumindo. E ela aponta para o Sangue de Cristo que nos purifica de maneira definitiva. • A Nova Aliança em Cristo, que é celebrada na Santa Ceia, é o cumprimento da antiga aliança. Em Lc 22.20, durante a Última Ceia, Jesus diz: “Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês.”. Assim como o sangue dos sacrifícios selou a aliança no Êxodo, o sangue de Cristo sela a Nova Aliança. • Santa Ceia não é apenas uma refeição, mas um ato de celebração da Nova Aliança em Cristo, que cumpre e supera a antiga aliança. Ela nos lembra do amor sacrificial de Cristo e de sua promessa de redenção e reconciliação com Deus. É um momento de comunhão com Deus e uns com os outros, um lembrete de nossa identidade como povo de Deus e um podemos vivenciar um pedacinho do céu aqui na terra.

A Última Ceia, descrita por Marcos é um momento de comunhão íntima entre Jesus e seus discípulos. É também um momento de tristeza, pois Jesus está se preparando para sua morte. Mas é também um momento de esperança, pois por sua morte e ressurreição, Jesus estabeleceu uma nova aliança entre Deus e a humanidade. A Santa Ceia, portanto, é uma celebração dessa nova aliança e um lembrete do amor sacrificial de Jesus.

O Salmo que é uma ação de graça, quer nos lembrar que a Santa Ceia também é um momento de dar graças a Deus por tão grande bênção. Ele não apenas nos deixou algo com suas palavras, o que já é maravilhoso. Mas deixou algo que podemos sentir com as nossas mãos e com a boca, ao comer e beber do próprio Cristo. Cristo não é um Deus distante de nós, mas vem a nós todas as vezes que sua Palavra é estudada e todas as vezes que a Santa Ceia é celebrada. A Santa Ceia é momento de recordar a misericórdia e o amor de Deus por suas criaturas. Assim como o Salmista faz no Sl 116, ao refletir sobre a bondade de Deus.

Voltando a Coríntios (1Co 10.16-17) • Comunhão no Corpo e Sangue de Cristo (v. 16): Paulo escreve: “Pensem no cálice pelo qual damos graças a Deus na Ceia do Senhor. Será que, quando bebemos desse cálice, não estamos tomando parte no sangue de Cristo? E, quando partimos e comemos o pão, não estamos tomando parte no corpo de Cristo?” (1Co 10.16). • Nesse momento partilhamos do pão e do corpo de Cristo, e do vinho e do Sangue de Cristo. Repetindo: com todos os santos na terra e na eternidade. E a Santa Ceia nos une nesse mesmo corpo, como diz Paulo: “Mesmo sendo muitos, todos comemos do mesmo pão, que é um só; e por isso somos um só corpo.” (1Co 10.17). • Nós podemos ser muitos, mesmo dentro de uma família existem pensamentos diferentes. Desde que não seja pecado, tudo bem. Cada um pode escolher sua cor ou seu esporte preferido. E cada vez mais as pessoas escolhem esportes diferentes do futebol, por exemplo. Não tem problema ser diferente. Repetindo, desde que não seja pecado. O importante é saber que, pela fé em Jesus, somos um só corpo. Um só povo. E temos um só Salvador: Jesus Cristo, que vive, reina e voltará para levar todos os salvos com ele. Ali celebraremos a Santa Ceia perfeita juntos com o próprio Cristo. Até lá, nos cabe anunciar o Evangelho, para que mais pessoas também sejam salvas. Amém.

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