Alguns sermões foram revisados e pregados em lugares diferentes e anos posteriores, mas ambas as versões estão aqui arquivadas, porque isto acontece com muita frequência, por exemplo, com um pastor que prega em 3, 5 ou 7 congregações e neles prega sempre o sermão do final de semana, que por obvio, na entrega verbal, tende a diferir em detalhes. A menos que o pregador seja extremamente rígido e preso ao papel e sua escrita e somente leia o sermão.
No que tange às Trienais, é bom considerar que em 2009 a IELB alterou vários textos, por isso textos que fazem referência a um determinado domingo, podem não corresponder às Trienais atuais.
Pastor e Teólogo Luterano
Queridos irmãos em Cristo. Você conhece o caminho?
Ainda ontem nós resolvemos ir ao Jardim Botânico, tudo bem, fomos bem. Eu tinha um mapa que indicava o caminho de ida. Aca-bamos chegando nos fundos do Jardim, mas foi só fazer a volta e entrar pela Avenida frontal. Na volta, porém, eu tinha pensado: vai ter placa indicando al-gum lugar conhecido e é só seguir. Infelizmente eu estava engana-do. E fizemos mais de 40 minutos de um percurso que não precisá-vamos. Acabamos chegando também, mas poderíamos ter nos per-dido. Em um momento foi necessário parar e pedir informações. A partir daquele momento, começamos a voltar pro caminho certo. Alguns minutos depois estávamos em casa. Alguém tinha nos apon-tado o caminho certo. Quando você viaja é preciso saber, em primeiro lugar, aonde você quer chegar. Porém, pra chegar lá é indispensável conhecer detalhadamente o roteiro a ser perseguido. Isso pra não acontecer como aconteceu comigo ontem, que acabei chegando ao Maracanã, indo muito longe do caminho que pretendia tomar. E se nós não tivéssemos parado pra saber o caminho, talvez ainda estivéssemos perdidos perto do centro do Rio.
Há uma fábula que diz assim: Dois animais caminhavam por uma estrada. Em determinado momento, chegaram a um ponto, onde o caminho se dividia em duas estradas: uma à esquerda e outra à direita. Por onde seguir? No caminho da esquerda havia muitas pegadas, sinal de que muitos já tinham ido por ali. No caminho da direita, perceberam poucas pegadas: “Poucos passaram por aqui”, concluíram os viajantes. Por isso resolveram ir também pela esquerda. O caminho da maioria. Chegaram a um rio, que parecia calmo e tranqüilo. Começa-ram a atravessá-lo. Porém, não chegaram à outra margem. O rio parecia calmo, mas era traiçoeiro. No meio dele havia um redemoi-nho, que só era percebido de muito perto. Quando não dava mais para escapar. Então os dois morreram afogados. Na encruzilhada um detalhe não foi percebido pelos viajantes: o caminho da esquerda era realmente o mais batido, mas só havia pegadas de ida, ninguém voltou de lá; o da direita era menos usado, mas tinha pegadas de ida e volta. “Como podemos saber o caminho?” foi a pergunta de Tomé. E Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; nin-guém pode chegar até o Pai a não ser por mim.” (Jo 14.7). Existem vários caminhos apresentados para resolver nossa vi-da. Mas apenas um leva à vida eterna.
Cuidado! Muitos caminhos são apontados como verdadeiros. Não se deixe confundir. Nem todos levam ao Pai. Oriente-se com muita atenção e dedicação, pelo melhor mapa espiritual: a Palavra de Deus. A Palavra do Pai aponta para o único caminho: Jesus Cristo. Ele morreu para nos dar a vida eterna. Ele ressuscitou e vive por toda a eternidade. Ele vem a nós em sua Palavra e na Santa Ceia. Por causa de Jesus temos o perdão dos pecados. Este é o caminho. Com ele nunca ficaremos perdidos. E se ho-je andamos meio desnorteados com algum problema, voltemos ao caminho certo. Voltemos sempre nossos olhos pra Jesus, pois ele nos orientará em todos os momentos. Quem andar por este caminho, chegará à vida eterna. Amém.
E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Je-sus. Amém. (Fp 4.7)