Pr. Jarbas Hoffimann

Próximo culto: Culto - sábado, 04 de julho às 19:00

O amanhecer do medo e da dúvida

Texto base: Mateus 28.1-10

Textos do dia: Salmo 16; Atos 10.34-43; Colossenses 3.1-4; Mateus 28.1-10

Período: Tempo de Páscoa

Tempo: Domingo de Páscoa

Ocasião: Culto regular

Observação: Estes sermões foram escritos no decorrer de quase 30 anos, desde o Seminário, passando pelo pré-estágio, estágio e ministério pastoral, incluem sermões em espanhol. Mostram várias fases do desenvolvimento homilético do autor, bem como diversas situações da vida da igreja, seja nos cultos regulares, ou em eventos como congressos, entre outros. Muitos sermões no decorrer dos anos não foram redigidos formalmente, tendo sido feitos diretamente da Bíblia, ou em tópicos, bem como sermões que foram escritos à mão e, por isso, não registrados digitalmente.

Alguns sermões foram revisados e pregados em lugares diferentes e anos posteriores, mas ambas as versões estão aqui arquivadas, porque isto acontece com muita frequência, por exemplo, com um pastor que prega em 3, 5 ou 7 congregações e nelas prega sempre o sermão do final de semana, que, por óbvio, na entrega verbal, tende a diferir em detalhes. A menos que o pregador seja extremamente rígido, preso ao papel e sua escrita, e somente leia o sermão.

No que tange às Trienais, é bom considerar que, em 2009, a IELB alterou vários textos. Por isso, textos que fazem referência a um determinado domingo podem não corresponder às Trienais atuais.

Rev. Jarbas Hoffimann
Pastor e Teólogo Luterano

Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

O texto começa "de madrugada". Ainda é escuro. Não apenas no céu, mas no coração daquelas mulheres.

Elas vão ao túmulo. Não esperam um milagre. Esperam a morte. É triste... Silencioso... Doloroso.

O que aquelas mulheres sentiram foi algo profundamente humano: mesmo tendo ouvido Jesus falar da ressurreição (Mt 16.21), elas ainda vivem como se tudo tivesse terminado.

E nós? Quantas vezes vivemos assim?

  • Quando o medo domina

  • Quando o pecado pesa

  • Quando a morte parece ter a última palavra

Como diz Atos 10.39, Jesus foi morto e pendurado numa cruz. Esse é o peso da realidade do pecado.

É como alguém que recebeu uma notícia maravilhosa, mas ainda não abriu a carta.

A realidade já mudou, mas a pessoa ainda vive na tristeza antiga. A notícia boa está ali, bastando abrir o envelope, mas o medo e a angústia paralisam.

Assim estavam aquelas mulheres. Assim, muitas vezes, estamos nós.

O anúncio que transforma tudo

Enquanto aquelas mulheres estão confusas e assustadas, o Senhor faz o que sempre faz aos seus. Ele ilumina o caminho.

Assim vem o anjo com uma palavra decisiva:

"Ele não está aqui. Já foi ressuscitado."

Neste momento tudo muda.

  • O túmulo está vazio

  • A morte foi vencida

  • O medo começa a dar lugar à alegria

O texto diz que elas saíram "com medo e muita alegria".

Essa mistura é bonita, porque mostra o momento de transição.

O velho ainda ecoa, mas o novo já venceu.

O medo ainda faz tremer, mas a alegria já faz sorrir e cantar.

E então acontece o mais importante:
o próprio Jesus vem ao encontro delas.

Ele não espera que elas tenham fé perfeita. Ele vai até elas.

E diz: "Que a paz esteja com vocês."

Isso nos mostra o amor de Deus por nós:

Ele venceu a morte e ainda veio ao encontro dos pecadores, dos medrosos, dos que duvidam.

Como diz Colossenses 3.3: "a vida de vocês está escondida com Cristo".

É como alguém que atravessa uma tempestade achando que vai morrer e, de repente, vê o sol romper as nuvens.

A tempestade não define mais a história.

Foi um tempo difícil, mas passou.

Foi pesado, mas passou.

Foi assustador, mas deu lugar ao sol da graça.

Assim é a ressurreição.

Não olhamos para nós mesmos e nossos medos. Olhamos para Jesus e sua vitória sobre a morte.

Aquelas mulheres começaram o caminho com medo, indo a um túmulo.

Terminaram encontrando o Cristo vivo e saíram proclamando a vitória.

Hoje, nós também ouvimos essa mesma notícia:

  • O pecado foi perdoado

  • A morte foi vencida

  • Cristo vive

E Ele também vem ao nosso encontro na Palavra, no Batismo e na Santa Ceia.

Por isso, não precisamos viver como se ainda fosse sexta-feira.

Hoje é Páscoa.

Hoje é vida.

Hoje é Cristo vivo por nós.

Amém.

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