Alguns sermões foram revisados e pregados em lugares diferentes e anos posteriores, mas ambas as versões estão aqui arquivadas, porque isto acontece com muita frequência, por exemplo, com um pastor que prega em 3, 5 ou 7 congregações e nelas prega sempre o sermão do final de semana, que, por óbvio, na entrega verbal, tende a diferir em detalhes. A menos que o pregador seja extremamente rígido, preso ao papel e sua escrita, e somente leia o sermão.
No que tange às Trienais, é bom considerar que, em 2009, a IELB alterou vários textos. Por isso, textos que fazem referência a um determinado domingo podem não corresponder às Trienais atuais.
Pastor e Teólogo Luterano
Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
O texto começa "de madrugada". Ainda é escuro. Não apenas no céu, mas no coração daquelas mulheres.
Elas vão ao túmulo. Não esperam um milagre. Esperam a morte. É triste... Silencioso... Doloroso.
O que aquelas mulheres sentiram foi algo profundamente humano: mesmo tendo ouvido Jesus falar da ressurreição (Mt 16.21), elas ainda vivem como se tudo tivesse terminado.
E nós? Quantas vezes vivemos assim?
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Quando o medo domina
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Quando o pecado pesa
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Quando a morte parece ter a última palavra
Como diz Atos 10.39, Jesus foi morto e pendurado numa cruz. Esse é o peso da realidade do pecado.
É como alguém que recebeu uma notícia maravilhosa, mas ainda não abriu a carta.
A realidade já mudou, mas a pessoa ainda vive na tristeza antiga. A notícia boa está ali, bastando abrir o envelope, mas o medo e a angústia paralisam.
Assim estavam aquelas mulheres. Assim, muitas vezes, estamos nós.
O anúncio que transforma tudo
Enquanto aquelas mulheres estão confusas e assustadas, o Senhor faz o que sempre faz aos seus. Ele ilumina o caminho.
Assim vem o anjo com uma palavra decisiva:
"Ele não está aqui. Já foi ressuscitado."
Neste momento tudo muda.
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O túmulo está vazio
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A morte foi vencida
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O medo começa a dar lugar à alegria
O texto diz que elas saíram "com medo e muita alegria".
Essa mistura é bonita, porque mostra o momento de transição.
O velho ainda ecoa, mas o novo já venceu.
O medo ainda faz tremer, mas a alegria já faz sorrir e cantar.
E então acontece o mais importante:
o próprio Jesus vem ao encontro delas.
Ele não espera que elas tenham fé perfeita. Ele vai até elas.
E diz: "Que a paz esteja com vocês."
Isso nos mostra o amor de Deus por nós:
Ele venceu a morte e ainda veio ao encontro dos pecadores, dos medrosos, dos que duvidam.
Como diz Colossenses 3.3: "a vida de vocês está escondida com Cristo".
É como alguém que atravessa uma tempestade achando que vai morrer e, de repente, vê o sol romper as nuvens.
A tempestade não define mais a história.
Foi um tempo difícil, mas passou.
Foi pesado, mas passou.
Foi assustador, mas deu lugar ao sol da graça.
Assim é a ressurreição.
Não olhamos para nós mesmos e nossos medos. Olhamos para Jesus e sua vitória sobre a morte.
Aquelas mulheres começaram o caminho com medo, indo a um túmulo.
Terminaram encontrando o Cristo vivo e saíram proclamando a vitória.
Hoje, nós também ouvimos essa mesma notícia:
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O pecado foi perdoado
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A morte foi vencida
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Cristo vive
E Ele também vem ao nosso encontro na Palavra, no Batismo e na Santa Ceia.
Por isso, não precisamos viver como se ainda fosse sexta-feira.
Hoje é Páscoa.
Hoje é vida.
Hoje é Cristo vivo por nós.
Amém.